Bem-vindes , Bem vindas e Bem vindos ao Com Cocar ou Sem Cocar, um VideoPodcast que faz uma arqueologia das memórias ancestrais, mergulhando nas histórias, lutas e memórias dos povos indígenas e das e dos indígenas de Pindorama.
Neste segundo episódio conversaremos com Nito, descendente de um tronco de caboclos brabos, que manteve a resistência como pôde e ouviu o chamado da ancestralidade. Ele é herdeiro dos caboclos de Bugiga e protetor da Grota do Morcego, local de grande importância arqueológica, que guarda muitas pinturas rupestres, fundamentais para entendermos nosso passado.
Nito é Kariri e a história do povo Kariri, é muito importante para que possamos entender o que se passou na Paraíba e no Nordeste.
Entre os séculos 17 e 18, os Kariri, lutaram bravamente contra os portugueses na Confederação Kariri e foram empurrados para o interior, buscando preservar sua memória em um longo processo de resistência.
O domínio da geografia pelos Kariri foi fundamental para sua sobrevivência: espalharam-se pelo sertão e outras regiões.
Nesse contexto de imposição, com o decreto o estado português definindo que não existia mais Kariri, o estado também foi tentando apagar as identidades indígenas, impondo outras nomenclaturas, como a dos “caboclos” que identificavam indígenas de forma genérica, sem destaque para os povos
Assim, para se proteger das violências impostas, vários povos, incluindo os Kariri, adotaram a identidade de caboclos, que os tornava, de certa forma, invisíveis e permitia manter parte de suas memórias.
Muitos, eram arredios em relação aos invasores, não permitiam grande aproximação e eram chamados de “caboclos brabos”.
Inquieto, criativo e comprometido com a proteção da natureza, Nito, esse caboclo brabo, é essencial na luta pelo equilíbrio do planeta e pela nossa própria existência.
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Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo. Operacionalização: Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado da Paraíba. ✍️